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A Packard nasceu em 1899. Destacou-se desde o início pela excelência mecânica e pelo luxo. |
Em 1908, ano em que foi lançado o Ford T, a Packard já produzira 1803 carros de luxo em uma fábrica com 4640 operários - um exagero quando comparada à enxuta linha de montagem criada por Henry Ford. O objetivo da Packard nunca foi ser popular: seus automóveis destinavam-se a quem podia pagar por exclusividade e acabamento primoroso. Um carro feito para durar. Nisso, a empresa americana era imbatível. Uma prova é o Super Eight 1934/1935, importado pelo conde Matazarro I, que assistiu a seu lançamento em Nova York, o Packard serviu à família Matarozzo, em São Paulo, por muitos anos, mas acabou vendido para um colecionador do interior do país. De lá, foi resgatada pelo colecionador Og Pozzoli, que demorou dois anos para restaurar o automóvel e colocá-lo novamente em circulação.
Porta-luvas duplo
Como espaço não é problema, o carro tem dois porta-luvas. Também tem uma longa haste do câmbio e no acelerador com formato próximo de uma colher.
Soberano nas ruas
A dianteira do carro é grandiosa: destaque para a grade cromada do radiador, com moldura da cor do carro, e também para o pára-choque interiço, todo cromado. Um detalhe de estilo: a trava da tampa para reabastecimento de água tem um aplique decorativo metálico em forma de asa.
Conforto total
Os passageiros viajam na extrema traseira do carro, com espaço de sobra para esticar as pernas. As enormes portas se abrem para a frente e têm dobradiças externas cromadas. As pequenas lanternas são embutidas em cúpulas.
Ficha técnica
| Carroceria: | Cupê, conversível, quatro ocupantes |
| Construção: | Chassi e carroceria de aço |
| Motor: | Oito cilindros em linha |
| Potência: | 150 cv a 3200 rpm |
| Transmissão: | Manual de três marchas |
| Suspenção: | Feixe de molas semi-elípticas na dianteira e na traseira |
| Freios: | Tambor hidráulico nas quatro rodas |
| Vel. máxima: | 110 km/h |
| Carros no Brasil: | 1 |