O herdeiro do Ford T inovou na mecânica e nos conceitos. Dirigi-lo era uma alegria só.

 

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O Ford A nasceu em 1928 com a dura missão de substituir o primeiro fenomenal sucesso de vendas de Henry Ford. Ele conseguiu. Não só corrigiu deficiências de direção que o modelo T apresentava como criou o modo de dirigir tal como conhecemos hoje. As novidades incluíram desde o sistema de troca de marchas com a mão direita (adeus, câmbio no assoalho) até a configuração dos pedais de embreagem na esquerda, freio no centro e acelerador na direita - além de incluir lonas de freio nas quatro rodas e suspensão mais eficiente. Outra revolução foi o lançamento do modelo roadster (conversível de dois lugares), ou speedster. A idéia de propiciar prazer ao motorista e ao ocupante, muito diferente da vocação de pé-de-boi do modelo T, que enfrentava as piores estradas sem fazer feio. A partir de 1930, o Ford A passou a oferecer uma rumble seat (assento extra), localizado atrás do banco dianteiro. Também havia a versão station wagon, com toda a carroceria de madeira aparente, com excessão dos pára-lamas, estribos, capô e radiador, mais outras doze picapes a ambulâncias. O Ford A foi lançado no Brasil em 1928.

As caixas de madeira

As caixas de madeira nas laterais e atrás são porta-malas improvisados com cintas de couro que reforçam sua segurança. Nos Ford A lançados após 1930, o assento extra ficava na grande tampa de madeira à frente do estepe.

Curvas e mangueiras

O compartimento do motor tem muitas aberturas laterais para escoar o ar que entra pela grade dianteira, passa pela grade dianteira, passa pelo enorme radiador e percorre o restante do motor. Como potência era o ponto forte do Speedster, o desingn privilegiava e priorizava o bom funcionamento da máquina.

Painel espartano

O volante de quatro raios, de madeira e metal, forma um conjunto harmonioso com o painel, muito simples, dotado apenas de amperímetro, velocímetro e hodômetro.

Ficha técnica

 

Produção: De 1927 à 1931
Carroceria: Roadstar, dois ocupantes, sem portas, pára-brisas individuais
Construção: Chassi de aço, carroceria madeira chapeada de aço
Motor: Quatro cilindros em linha, bomba termossifão para arrefecimento e combinação de bomba, gravidade e borrifo para lubrificação dos pistões
Potência: 24 cv
Transmissão: Manual de três marchas
Suspenção: Feixe de molas transversal em cada eixo, com amortecedores
Freios: A tambor nas quatro rodas